quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Técnica

Hoje de manhã marido foi trabalhar e fiquei sozinha em casa.
Eu, sozinha, na casa nova, com várias coisas por arrumar. Perigo.

Estou proibida de usar martelos, pregos e furadeira. (Vide post Furinho)
Isso reduziu drasticamente minhas opções. Nem fui conferir, mas não duvido que marido tenha escondido as ferramentas de mim para se garantir.

Só que algo sempre acontece...
Existem várias maneiras de contar para alguém que você fez alguma coisa errada ou que provocou algum acidente. Como sou meio estabanada, e volta e meia preciso confessar que quebrei/estraguei/destruí uma coisa qualquer, desenvolvi várias técnicas de fazer isso. Vou narrar agora uma delas, que acabei de usar.

Marido e eu estávamos conversando no MSN.
Estava contando a ele a primeira ocorrência policial da casa nova.
Um rapaz teve o carro arrombado enquanto foi rapidamente resolver algo numa loja do outro lado da rua. Levaram a pasta dele com a carteira e o notebook.

- Viu marido? É o primeiro aviso que o universo nos manda na casa nova.
- É MESMO. AINDA BEM QUE FOMOS AVISADOS!
- Não devemos nunca deixar o carro na rua.
- E ONTEM FICOU UM TEMPÃO LÁ. E COM O NOTEBOOK DENTRO!

“Marido escrevendo em Caps Lock? Coisa desagradável. Por que ele está fazendo isso?”

- Por que você está gritando? É porque fui pendurar a cortina do quarto e arranquei o suporte do varão da parede e veio tudo abaixo?

(Entendeu? Entendeu? É essa a técnica! Você precisa embutir a história trágica no meio de uma conversa que não tem nada a ver com o assunto. O objetivo é desnortear o seu interlocutor e, assim, fazer com que ele não brigue tanto com você quanto brigaria se estivesse totalmente concentrado na calamidade que você provocou.)

- NÃO, É PARA QUE VOCÊ NÃO TENTE ARRUMAR E ACABE AUMENTANDO O ESTRAGO!

Acho que nessa última frase ele estava gritando mesmo...
Mas, pelo menos, dei meu recado.

Mudança II


A mudança de apartamento foi ontem.
Hoje, estou me sentindo como se tivesse feito uma aula de body combat.
Uma não. Três, em sequência.
Depois eu volto.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Frase

"Amar é como tocar piano. Primeiro você aprende usando as regras, depois você precisa esquecer as regras, para tocar com seu coração."

Li aqui e achei bonito.

Rádio

Terapeuta disse:

- Quanto ao que os outros pensam a respeito das suas atitudes? Faz que nem rádio velho: não liga.

Gostei.